Palavras
- Gabriela

- 20 de mar. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 4 de mai. de 2020
Quando vejo tudo que foi dito, rememoro as dores que foram tocar nesses espinhos.
Cada letra um espinho, cada palavra um caule, a cada texto uma rosa que nasce e morre num passar de olhos.
a cada três rosas mortas, uma renasce divina e outras três se salvam.
Então mesmo nesse cemitério, em que os rejuntes das covas são bons dizeres de rosas em estágio terminal, avivam-se flores dentro de mim.
Pois somos mosaicos de dores sem fim, esperando esperançosamente por encontrar a Ti, não sou depois, mas também aqui.
As palavras crucificam tudo se disse e tudo o que se faz.
Não adianta correr, elas sempre estarão atrás.




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