
Olhe lá fora
- Gabriela

- 25 de out. de 2020
- 2 min de leitura
Em um dia comum, sem programações especiais e grandes expectativas, estava João caminhando por um lugar florido, com bastante árvores e uma brisa suave. Um dia comum, com sua beleza comum de todos os outros dias.
Ele observou um pouco um casal de idosos sentados em um banco. Os dois se paqueravam como namorados ou recém casados. Se olhavam com um brilho estonteante e sorriam um para o outro com a alma.
Mas João, por estar no seu dia comum, com uma beleza comum e com um casal que poderia ser mais comum, seguiu sua caminhada como se nada extraordinário tivesse ocorrido.
Voltou para casa, falou com sua esposa comum, como um marido comum faz. Tomou seu banho, ajeitou sua pasta, planejou a sua semana comum para os seus afazeres comuns, sem muitas expectativas e com seu humor meio-termo.
Passou-se algumas estações depois de ter entrado no metrô e ele acabou cochilando.
”- Olhe lá fora” uma voz ecoou. João olhou desesperadamente, buscando uma referência do lugar em que tinha parado, já que não sabia onde estava, ou, se era muito longe do seu trabalho comum.
A voz de novo falou com ele:
“- Olhe para fora. Porque você não olha?”
João pensou estar louco porque tinha uma voz em sua mente que não era dele. Isso não era comum! Então ele, angustiado e eufórico, perguntou:
“-O que tem la fora? Quem é você?”
De um susto, levantou no banco do metro. Sua estação tinha chegado e ele precisava ir ao trabalho.
Ao pisar fora do metrô o “Olhe para fora” ficou ecoando em sua mente, até que quando o trem saiu detrás dele, olhou pasmo para trás e viu.
Depois desse dia, João passou a caminhar mais lentamente, agradecer aos céus e olhar para fora do seu mundo comum, percebendo o que há de incomum na natureza, na sua rotina, na sua esposa, no seu trabalho e em todos os lugares. Ao olhar para fora, ele se olhou por dentro e se transformou pela curiosidade de saber quem o chamou.
O que ele viu? Não sei, olhe para fora e pergunte ao Criador.




Exatamente, titão!
Ótimo texto, as vezes as pessoas vivem no "automático" e não dão valor as coisas!