Achará o Senhor fé quando voltar? Encontrará em mim uma serva boa e fiel?
- Gabriela

- 21 de abr. de 2024
- 2 min de leitura
“...o dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18.1)
Há uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer em Lucas capítulo 18 que já li várias vezes e nunca tinha entendido o verdadeiro significado dela.
Essa semana, o Senhor abriu os meus olhos e me concedeu entendimento.
A história é sobre um Juiz que não tinha temor nenhum por Deus nem respeito por nenhum homem e uma viúva que sempre o importunava, pedindo incessantemente que ele fizesse justiça contra o adversário dela. Por um tempo, ele não quis atendê-la, até que, um dia, por ela muito insistir, ele resolveu atendê-la para que ela o deixasse em paz.
A partir do versículo 6, do capítulo 18, o Senhor explica: “...Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça . Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”
O Senhor nos mostra nessa parábola pontos muito importantes sobre a oração e o perseverar na fé. Se um juiz injusto, atende aquele que clama incessantemente, quanto mais o Senhor, que é Santo, e o único Bom e Justo que existe no universo atenderá aos seus filhos que o clamam de dia e de noite. Certamente fará como, ainda que tardio, trará a justiça. Vemos a confirmação dessa promessa em Apocalipse 21.4 - “Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”
Em Mateus 6.6, o Senhor nos ensina como devemos orar, como devemos “importunar” o nosso Justo e Fiel Juiz: em secreto, em um momento exclusivo com Ele, sem a necessidade de intermediador, rituais ou vãs repetições, apenas um coração aberto ao Senhor. E a partir do versículo 9 ao 13, desse mesmo capítulo, o Senhor Jesus nos ensina que devemos sempre clamar pela vontade do Senhor e apresentar posteriormente as nossas petições, mas entendendo que a vontade dele é Superior a nossa.
Por fim, até aquele grande dia, devemos cultivar a pensamentos do Céu, entregando as preocupações a Deus, que suprirá todas as nossas necessidades. Que o nosso clamor não seja só pela justiça, pela ação poderosa de Deus em causas naturais ou até pela conversão de entes queridos, mas que nosso clamor seja por uma fé firme, por perseverança, por profundidade e intimidade, por ser conhecido por ele, para que naquele Grande Dia ele olhe para nós e diga: Servo Bom e Fiel!

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